terça-feira, 1 de abril de 2014

SOLIDÃO

Solidão... és minha companhia.
Olho meu mundo diverso
Tenho coragem de me enfrentar.
Encarar os defeitos que formam minha crosta humana.

Humanamente incerta e confusa
É a decisão de não mudar.
Temo que eu corte o defeito que me sustenta
Não restar nada que me complete.

Olho, diviso minhas falhas
Encontro em suspiros os acertos.
Desbravo os pedaços que me completam
Como se estivesse plena de tudo.

Solidão por me buscar
Saudade ao se encontrar
Com as faces que se perderam
Nas páginas desgastadas do tempo.

Solidão em meio a multidão de mim mesma
Rostos olham-me pelo espelho do tempo
Pelos espaços dos sentimentos
Pelos intervalos do que não foi.

Fome de encontrar meus eus
Sede de beber a verdade
De quem sou e quero ser
Entre o que fui e deixei de ser.

Solidão... beije minhas lágrimas
Acaricie minha dor
Entre as gargalhadas dos sonhos
E gemidos da realidade.
DUCI MEDEIROS

terça-feira, 11 de março de 2014

ENXERGAR O MUNDO DENTRO DE TI.

"Às vezes tudo o que você precisa é se desligar do mundo, organizar sua mente e voltar a viver." (Renato Russo)
Se desligar do mundo não é se isolar
É procurar dentro de você todos os eus
Que foram se perdendo enquanto você
Construia sonhos de areia,
Guardando tesouros de vento
E sofrendo por pessoas vazias.
Reencontre suas partes perdidas,
Recolha seus sonhos verdadeiros,
Reconstrua suas relações afetuosas
Reveja suas prioridades
E renove-se sempre.
Mesmo que para isto tenha que criar casulos
Tenha que abandonar emoções
Tenha que desligar-se de determinadas pessoas
Tenha que olhar para dentro
A fim de conseguir
Ver o mundo a fora.
Enxergar o mundo dentro de ti.
Talvez a fim de transmutar,
Metamorfosear-se, renascer em essência.
DUCI MEDEIROS

segunda-feira, 10 de março de 2014

SOIS CANÇÃO TODO DIA



FIZ ESTE TEXTO PARA MINHA CANTORA PREFERIDA

Tua voz é a força de minha juventude
O som das lágrimas da paixão
O eco das gargalhadas do amor compartilhado.
Tua música fala a mih’alma
Dança em meu corpo
Ginga em meu coração.
As notas que verteram lágrimas
Em outros momentos provocaram sorrisos,
Ouvindo você eu choro e rio.
A melodia de minha vida
Está cheia de acordes teus.
A letra de minha história
Ecoa tuas canções.
Quem és tu?
Que canta em meus dias?
Que toca em meu coração?
Vens formando ondas de acordes
Vens criando emoções
Vens ecoando canções.
Sois Ana no vai e no vem
Sois música e alegria
Sois canção todo dia.
DUCI MEDEIROS

sábado, 8 de março de 2014

ÚTERO DA HUMANIDADE

Feliz dia da mulher
Que o mundo nos trate com mais delicadeza,
Pois somos o útero da humanidade
O colo das almas sofridas.
Somos o afago do amor
O alicerce da moral.
Somos o beijo da paixão
A caricia do tempo.
Somos parte do seu passado
E sem nós não há futuro para sua semente.
Duci Medeiros

quarta-feira, 5 de março de 2014

VOAR LIVRE



Voar é permitir que a asa da dor
Que me aprisiona em sentimentos.
Flutue livremente pelos caminhos
Que o cair e levantar traga conhecimento.

Ser livre é não ter saudade do tempo
Tempo de outrora felicidade,
É não ansiar o futuro
Tempo de eternas expectativas.

Voar livre, nas profundezas da alma
Ou nas alturas dos sonhos em mim.
É não criar ervas daninhas de emoções
Não enraizar sensações.

Em pleno voo, eu apenas sou
Sem sombras do passado, nem pó do futuro.
Sem querer menos do que tudo
Eu, tão agora, tão inteira,  tão livre.

Livre para simplesmente ser
Pura como a menina em construção
Inquieta como adolescente em germinação
Inteira como a mulher em ebulição.

Liberdade é sentir o diamante d'alma
Que é lapidado pelas dores
Fortificado pelo tempo
Amaciado pelos amores.

Este diamante é quem sou
A junção da carne e do espírito
Do que fui ontem e serei amanhã
O ser mutante a voar livre.
DUCI MEDEIROS

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

MUDANÇA

O som do mar embala minh'alma
Assim como as ondas banham meu corpo.
A luz da lua invade meus sonhos
Assim como o sol aquece meu corpo.

Sou a constância das ondas
Sou a mudança da lua
A alma, como o sol é eterno
O pensamento, como o som reverbera.

Mudo ideias, pensamentos e corpo
Sou imutável na alma, na humanidade,
Mudo como a lua, mas sou sempre eu como as ondas.
Mudar e ser imutável eis a questão.

Sou a lua e as ondas
mutação e constância.
Sou parte do todo imutável
E a molécula da transformação.

Não vale segurar o tempo
Meu corpo renova-se, recria-se
Minh'alma eterniza, cicatriza.
A eternidade aceita, imortaliza.
DUCI MEDEIROS




domingo, 16 de fevereiro de 2014

Viajar

A arte de viajar
É amar conhecer o novo
Rever recantos da alma
Em um outro povo.

Não importa se perder na geografia, arte e cultura
Imaginar-se em constante aventura.
Importa aprender a ver o passado
Como parte do que vale ser amado.

Na eternidade do reencontro
Revisitei os sonhos da arte.
Em mim a força encontro,
Revivi a fé em toda parte.

Viajar...
Quero sempre me renovar
Para a aventura e arte despertar.
Na eterna busca de me encontrar.
DUCI MEDEIROS