Há um lado bom em mim:
Um desejo incontrolável de ser mau,
Uma vontade de querer tudo,
não restar nada para ninguém.
Há um lado mau em mim:
Uma cordial e incessante vontade de dar,
Se entregar ao mundo, não restar nada de mim.
Há um lado triste em mim:
Em versos e frases na poesia
Quando a folha fica branca.
Há um lado radiante em mim:
Abro os braços para a aurora,
Escancaro o sorriso para o dia,
Iluminando toda minha alma.
Há um lado mudo em mim:
Quando calo para o injusto
E falo de amor para quem entende somente de ódio.
Há um lado vulgar em mim:
Desnudo o corpo para o mar
E banho-me nas águas deixando-as
Me acariciarem pensando em tuas mãos.
Há um lado desnorteado em mim:
A incerteza, o delírio, a dúvida,
Tudo adocicado com o medo de amar.
Há um animal em mim:
Na solidão uma pantera,
Na multidão uma donzela,
No quarto uma fera.
Há um lado lógico em mim:
Sei que sou muitas.
Há um lado morto em mim,
Às vezes penso que esse lado sou eu.
Duci Medeiros
domingo, 17 de fevereiro de 2013
domingo, 10 de fevereiro de 2013
SOU LUA
Quero encontrar a luz da lua
Dentro de minha alma,
Assim vou poder irradiar
A magia do amor em luas cheias,
A renovação em luas novas,
O recolhimento espiritual em luas minguantes
E a harmonia e prosperidade em luas crescentes.
Quero refletir os sonhos dos mortais em minhas sombras,
Manipular a eternidade dos mares em minha energia,
Influenciar as colheitas dos grãos em minhas transformações
E guiar os navegantes em minhas trajetórias.
Sou mulher
Guiada em minha feminilidade pela lua.
Tenho todas as suas fases em meu corpo,
Sou mensalmente sua representante.
Na lua crescente sou a menina em formação,
Meu útero e ovários alimentam e possibilitam a vida.
Represento a juventude, vitalidade, antecipação da vida
E o potencial de crescimento - a semente do "vir a ser".
É o despertar de Eros, da vida, sexualidade,
Rica em possibilidades e fertilidade.
Na lua cheia sou a jovem aberta a procriação.
Fértil fêmea no cio.
Me conecto com a terra,
Com energia para nutrir e acalentar.
Tenho o cheiro da paixão
E o gosto do prazer.
Na lua minguante sou a idosa.
Encerro em mim a sabedoria e os segredos revelados pelo tempo.
Minha energia tanto pode ser canalizada para destruir ou renovar.
Tenho necessidade de mudança.
O tempo é meu, caminho consciente do poder da mudança.
Sei olhar para dentro, introspectiva e renovadora.
Sei olhar para fora e distinguir as forças da vida e do tempo.
E no ciclo da vida, renasço
Recrio meu caminho
E reconstruo meu corpo
Através do sangue ou da vida.
DUCI MEDEIROS
Dentro de minha alma,
Assim vou poder irradiar
A magia do amor em luas cheias,
A renovação em luas novas,
O recolhimento espiritual em luas minguantes
E a harmonia e prosperidade em luas crescentes.
Quero refletir os sonhos dos mortais em minhas sombras,
Manipular a eternidade dos mares em minha energia,
Influenciar as colheitas dos grãos em minhas transformações
E guiar os navegantes em minhas trajetórias.
Sou mulher
Guiada em minha feminilidade pela lua.
Tenho todas as suas fases em meu corpo,
Sou mensalmente sua representante.
Na lua crescente sou a menina em formação,
Meu útero e ovários alimentam e possibilitam a vida.
Represento a juventude, vitalidade, antecipação da vida
E o potencial de crescimento - a semente do "vir a ser".
É o despertar de Eros, da vida, sexualidade,
Rica em possibilidades e fertilidade.
Na lua cheia sou a jovem aberta a procriação.
Fértil fêmea no cio.
Me conecto com a terra,
Com energia para nutrir e acalentar.
Tenho o cheiro da paixão
E o gosto do prazer.
Na lua minguante sou a idosa.
Encerro em mim a sabedoria e os segredos revelados pelo tempo.
Minha energia tanto pode ser canalizada para destruir ou renovar.
Tenho necessidade de mudança.
O tempo é meu, caminho consciente do poder da mudança.
Sei olhar para dentro, introspectiva e renovadora.
Sei olhar para fora e distinguir as forças da vida e do tempo.
E no ciclo da vida, renasço
Recrio meu caminho
E reconstruo meu corpo
Através do sangue ou da vida.
DUCI MEDEIROS
domingo, 20 de janeiro de 2013
DESERTO
Minguar, fundir-se sob a luz que jorra
Derreter perante um sol escaldante.
Perder a consciência, bem como a nuvem
Pequeno floco de neve que dá sombra.
Tropeçar em sombras escabrosas
Assentar-se no limiar do desespero.
conhecer a beleza que não morre
Olhando aos pés, grãos cristalinos que queimam.
A luz do altar da fé
Seco a míngua de água, se consome.
É que o lírio da fé já não renasce
Ante os olhos do vago peregrino.
Os lábios sangram.
Os olhos alucinados
Vêem Deus tapar com a mão
O sol abrasador.
Que importa? havemos de passar, seguindo
Não pelo caminho do inferno na luz,
Mas pelo horizonte estrelado
Que a fria mão toca vênus.
Se não tens que esperar do céu
Água para matar tua sede
Num esforço supremo de alma heróica
Prende a imensidão eterna
Em teu olhar Sepulcral.
Duci Medeiros
Derreter perante um sol escaldante.
Perder a consciência, bem como a nuvem
Pequeno floco de neve que dá sombra.
Tropeçar em sombras escabrosas
Assentar-se no limiar do desespero.
conhecer a beleza que não morre
Olhando aos pés, grãos cristalinos que queimam.
A luz do altar da fé
Seco a míngua de água, se consome.
É que o lírio da fé já não renasce
Ante os olhos do vago peregrino.
Os lábios sangram.
Os olhos alucinados
Vêem Deus tapar com a mão
O sol abrasador.
Que importa? havemos de passar, seguindo
Não pelo caminho do inferno na luz,
Mas pelo horizonte estrelado
Que a fria mão toca vênus.
Se não tens que esperar do céu
Água para matar tua sede
Num esforço supremo de alma heróica
Prende a imensidão eterna
Em teu olhar Sepulcral.
Duci Medeiros
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
POETA MORTO
Aqui vão os meus versos
Tristes, alegres, contínuos.
Expressam o ser de cada emoção
Não sei dizer quando terminarão.
Talvez quando minha alma
Do meu corpo sair,
Ir para o além do horizonte
Onde meus versos não chegarão
Aos teus olhos, teus ouvidos.
Talvez lá, irei compor
Para os ventos da aurora
Onde os pássaros serão minha voz
As águas meu papel,
O arco-íris meu pincel,
O uivo do silêncio
Meu suspiro de emoção.
Quem me ouviu em vida
Irá sentir-me presente
Na lembrança vivida de meus versos,
Minha lírica na voz silenciosa
De minhas eternas poesias.
Duci Medeiros
Tristes, alegres, contínuos.
Expressam o ser de cada emoção
Não sei dizer quando terminarão.
Talvez quando minha alma
Do meu corpo sair,
Ir para o além do horizonte
Onde meus versos não chegarão
Aos teus olhos, teus ouvidos.
Talvez lá, irei compor
Para os ventos da aurora
Onde os pássaros serão minha voz
As águas meu papel,
O arco-íris meu pincel,
O uivo do silêncio
Meu suspiro de emoção.
Quem me ouviu em vida
Irá sentir-me presente
Na lembrança vivida de meus versos,
Minha lírica na voz silenciosa
De minhas eternas poesias.
Duci Medeiros
JAZ
Despeço-me do pudor na minha glória
Deixo-me alada louca, sem memória
Nudez nascida para história
Uma tentação que desafia a pureza.
Na cor rósea do seio que tenta
Pede, clama uma carícia,
No alto, rente, palpitante do ventre
Um exemplo de fêmea em chamas.
Numa cegueira fácil de vitória
Humaniza contente toda história
Que a fêmea foi feita sob medida
Para os laços e as fitas do amor sem memória.
Enquanto o sangue esquenta o corpo
Veste de inocência a alma
Com instintos presentes
E pensamentos ausentes.
Belo animal que foge ternamente
Abandonando docemente a presa
Nos círculos da paixão ainda presente,
Na carícia final onde a sombra do tempo se faz.
Como uma roseira campestre
Que abre suas pétalas e exala
Depois murcha e morre
No túmulo assim eterniza:
Jaz aqui uma fêmea, fogo e paixão
Que na pureza do momento eterniza
O amor e o tormento.
Duci Medeiros
Deixo-me alada louca, sem memória
Nudez nascida para história
Uma tentação que desafia a pureza.
Na cor rósea do seio que tenta
Pede, clama uma carícia,
No alto, rente, palpitante do ventre
Um exemplo de fêmea em chamas.
Numa cegueira fácil de vitória
Humaniza contente toda história
Que a fêmea foi feita sob medida
Para os laços e as fitas do amor sem memória.
Enquanto o sangue esquenta o corpo
Veste de inocência a alma
Com instintos presentes
E pensamentos ausentes.
Belo animal que foge ternamente
Abandonando docemente a presa
Nos círculos da paixão ainda presente,
Na carícia final onde a sombra do tempo se faz.
Como uma roseira campestre
Que abre suas pétalas e exala
Depois murcha e morre
No túmulo assim eterniza:
Jaz aqui uma fêmea, fogo e paixão
Que na pureza do momento eterniza
O amor e o tormento.
Duci Medeiros
MELANCOLIA
A poesia que escrevia
Hoje não existe mais,
O sonho que existia
Hoje a realidade se faz.
A fantasia do amor
Na carne padeceu,
Os sonhos de paixão
Na sargeta apodreceu.
A lírica terminou
O verso no terceto ficou,
A nova estrofe não veio.
O fim da prosa aconteceu,
Quando o sonho nasceu
A realidade fez morrer.
Hoje o papel não viu
O brilho da fantasia,
O que hoje aconteceu
Foi a melancolia.
A vontade de acabar,
Esquecer, padecer se fez
E o lápis caiu.
Duci Medeiros
Hoje não existe mais,
O sonho que existia
Hoje a realidade se faz.
A fantasia do amor
Na carne padeceu,
Os sonhos de paixão
Na sargeta apodreceu.
A lírica terminou
O verso no terceto ficou,
A nova estrofe não veio.
O fim da prosa aconteceu,
Quando o sonho nasceu
A realidade fez morrer.
Hoje o papel não viu
O brilho da fantasia,
O que hoje aconteceu
Foi a melancolia.
A vontade de acabar,
Esquecer, padecer se fez
E o lápis caiu.
Duci Medeiros
GALGAR
Galgar a interioridade do ser
É percorrer uma estrada perigosa
Viver intensamente e ver
Toda uma realidade tortuosa.
Pelos precipícios da busca
Encontro os lagos serenos do ser
As verdades da vida
Que perpassam o interior que ver.
Vendo todos os deslizes
Caminho pelos vales onde habita
A essência dormente
Que o ego palpita.
Obstáculo, transpasso egoísmo
Pela humildade das montanhas,
Elevando as almas enfermas
Encontro o oásis doando.
Lágrimas, rio que desagua
Pela dor da erosão
Vindo da fonte solidão
Encontra o amor, perdão.
O véu da noite
Cai sobre o mar de solidão
Encontra exposta a essência
Humilde, pede perdão.
Duci Medeiros
É percorrer uma estrada perigosa
Viver intensamente e ver
Toda uma realidade tortuosa.
Pelos precipícios da busca
Encontro os lagos serenos do ser
As verdades da vida
Que perpassam o interior que ver.
Vendo todos os deslizes
Caminho pelos vales onde habita
A essência dormente
Que o ego palpita.
Obstáculo, transpasso egoísmo
Pela humildade das montanhas,
Elevando as almas enfermas
Encontro o oásis doando.
Lágrimas, rio que desagua
Pela dor da erosão
Vindo da fonte solidão
Encontra o amor, perdão.
O véu da noite
Cai sobre o mar de solidão
Encontra exposta a essência
Humilde, pede perdão.
Duci Medeiros
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