Que meus passos incertos sejam acompanhados por Ele
Que minhas quedas deem-me cicatrizes E aprendizagem
Que meus obstáculos sejam impostos pela vida para meu crescimento
E não por meus medos e covardias.
Que minhas lágrimas sejam companheira dos sorrisos
Que meus pesadelos sejam seguidos de um dia ensolarado.
Que as tempestades acompanhem arco-íris
Que as nuvens das incertezas dispersem-se na luz da fé.
Que a criança que chora em mim seja acalentada pela mulher confiante.
Que a adolescente maluquete seja sacudida pela adulta firme.
Que os sonhos escondidos sejam revelados pela verdade do trabalho.
Que a vida cotidiana seja iluminada pela esperança
Que o amanhã seja a colheita de um hoje possível
Que o hoje possível não derrote minhas forças
Que minhas forças tenham recargas de alegrias
Que as alegrias sejam compartilhadas.
Que com quem compartilho alegrias também as sintam verdadeiramente.
Duci Medeiros
sábado, 8 de novembro de 2014
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
CAMINHO
"O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher."
Cora Coralina
Caminho pelo caminho da dor,
Mas a lágrima me fortalece.
Caminho pela estrada da solidão,
Mas a multidão que há em mim me preenche.
Caminho pelo vale da fé,
Mas a dor faz surgir a lágrima e a dúvida.
Caminho...caminho...caminho
Espero que a ação de caminhar
Me leve a algum lugar.
Duci
Cora Coralina
Caminho pelo caminho da dor,
Mas a lágrima me fortalece.
Caminho pela estrada da solidão,
Mas a multidão que há em mim me preenche.
Caminho pelo vale da fé,
Mas a dor faz surgir a lágrima e a dúvida.
Caminho...caminho...caminho
Espero que a ação de caminhar
Me leve a algum lugar.
Duci
sábado, 18 de outubro de 2014
MINHA CONSORTE
Socializo aqui, um texto de um anjo, amigo e aluno que demonstra aptidão para as letras e, principalmente para a literatura. Alma doce, espírito forte e fala sensível. Alexsandro Messias
Minha agonia prende a garganta,
Falta de ar é o seu troféu,
A destruição é essência do seu mar de fel.
A minha submissão é resultado do seu trabalho.
Minha vida é a conclusão dos seus atos
O sarcasmo é lança que perfura o coração
A dor sinfonia da razão
As lágrimas são o bálsamo da emoção.
O suspiro é o alivio da calma.
A desilusão é cessar o fôlego da alma.
A morte, mel dos meus lábios
Meu desejo afável
Meu doce amargo.
Desejada, cortejada, amada
Meu delírio, o meu declínio
A minha sorte? A Morte.
Ela será... minha consorte.
Alexsandro Messias
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
SOU
Sou a rosa do jardim da vida
Transmito o aroma da fé
A beleza da esperança
A efemeridade do amor
Sou a semente que promete
A brisa que alivia
A terra que alimenta
O sol que ilumina.
Sou a eternidade de um instante de beleza.
Sou a floresta da juventude
A tempestade da adolescência
O lago sereno da maturidade.
Compartilho a fé nas emoções
A certeza da mudança
A inevitabilidade do tempo.
Trago no sorriso a alegria do amanhã
No olhar a serenidade de aceitar o ontem
E no silêncio a confiança do hoje.
Duci Medeiros
Transmito o aroma da fé
A beleza da esperança
A efemeridade do amor
Sou a semente que promete
A brisa que alivia
A terra que alimenta
O sol que ilumina.
Sou a eternidade de um instante de beleza.
Sou a floresta da juventude
A tempestade da adolescência
O lago sereno da maturidade.
Compartilho a fé nas emoções
A certeza da mudança
A inevitabilidade do tempo.
Trago no sorriso a alegria do amanhã
No olhar a serenidade de aceitar o ontem
E no silêncio a confiança do hoje.
Duci Medeiros
domingo, 24 de agosto de 2014
PARÁFRASE A BLAKE
O jovem
William Blake disse um dia a sua amada “Veja o mundo num grão de areia, veja o
céu em um campo florido, guarde o infinito na palma da mão, e a eternidade em
uma hora de vida!”.
Eu,
parafraseando o mestre da poesia digo: Veja o mundo em um olhar apaixonado, não
o diminua, aprofunde-o e liberte-o, pois como uma flor a mão murcha e morre, um
pássaro na gaiola entristece e definha, um amor controlado desiste da
eternidade.
Veja o céu em um sorriso infantil, criança
carente de ego, pecado e malícia, pois assim como o homem é filho da natureza,
a criança é o embrião da divindade.
Guarde o
infinito na memória porque ele é como a alma, não deve ficar por muito tempo
preso a um corpo finito e mortal, os dois são como o tempo que, maleável e
escorregadio, nos inebria uns segundos para perpetuamente nos abastecer.
A eternidade
pode ser vista em um milésimo de segundo em que duas almas se encontram em um
olhar, dois lábios anseiam por um tocar e dois corpos se entregam em um amar. A
eternidade é relativa, há amizades de dias que valem por anos de conhecimentos,
há livros lidos que marcam uma vida inteira,
há palavras ferinas que sangram uma alma por anos.
O grão de
areia mostra a eternidade do mar. Um campo florido denuncia o viço, beleza e constância
do ciclo da natureza. A palma da mão marca os traços das linhas da humanidade e
podem produzir o doce afago ou a mais traiçoeira violência. Uma hora de vida
pode ser pouco para o fôlego dos amantes, mas pode ser uma eternidade para quem
está morrendo sem fôlego.
DUCI MEDEIROS
sábado, 9 de agosto de 2014
TEMPO
O passado é mal criado
Teima em ficar presente
Nos incomoda com suas lembranças
Dores e saudades.
Teima em ficar presente
Nos incomoda com suas lembranças
Dores e saudades.
O futuro é escorregadio
Teima em nos escapar
Nos deixa a ver navios, quando não se realiza
E exige demais de nosso presente.
O presente é irreal
Teima em desfocar
Nos foge quando sentimos o passado
E escapa ao olharmos o futuro.
O tempo é relativo
Minutos parecem eternidade
Anos fogem como segundos
Nos inquieta, pois só sentimos falta quando se foi.
DUCI MEDEIROS
Teima em nos escapar
Nos deixa a ver navios, quando não se realiza
E exige demais de nosso presente.
O presente é irreal
Teima em desfocar
Nos foge quando sentimos o passado
E escapa ao olharmos o futuro.
O tempo é relativo
Minutos parecem eternidade
Anos fogem como segundos
Nos inquieta, pois só sentimos falta quando se foi.
DUCI MEDEIROS
domingo, 20 de julho de 2014
LUTO
Esta semana as letras brasileiras estão de luto.
Nossa literatura perdeu três mestres da pena,
Almas iluminadas pelas palavras,
Brasileiros abençoados pelo pensamento lúdico.
Ficamos órfãos do Sorriso do lagarto,
Lagarto que fez viver o povo brasileiro.
Ubaldo Ribeiro nos deixa um dia
Sem sua brasilidade e criticidade.
Em outro alvorecer ficamos
Sem um teólogo, educador, cronista e romancista
Rubem Alves nos deixa sem o seu filosofar
Sem sua crônica e arte de falar.
Num entardecer o céu de Pernambuco chora
A natureza do sertão fica molhada de lágrimas
O nordeste, o Brasil e o mundo ficam órfãos de causos
Sem a força do agreste falar de Ariano.
Hoje a língua portuguesa fica mais pobre,
A literatura menos genial,
Mas o consolo é que o panteão de "penas" brasileiras
Cresce no céu e nos ilumina e inspira.
Os lenços balançam, as folhas em branco,
As penas caídas e uma lágrima reprimida,
Sentida e solitária molha o vazio do papel.
Nós, professores, poetas e povo mais pobres nos sentimos,
Solitários e com menos inspiração para a palavra.
Que o lápis caia, que a folha no vazio se perca,
Que o luto da língua se faça.
DUCI MEDEIROS
Nossa literatura perdeu três mestres da pena,
Almas iluminadas pelas palavras,
Brasileiros abençoados pelo pensamento lúdico.
Ficamos órfãos do Sorriso do lagarto,
Lagarto que fez viver o povo brasileiro.
Ubaldo Ribeiro nos deixa um dia
Sem sua brasilidade e criticidade.
Em outro alvorecer ficamos
Sem um teólogo, educador, cronista e romancista
Rubem Alves nos deixa sem o seu filosofar
Sem sua crônica e arte de falar.
Num entardecer o céu de Pernambuco chora
A natureza do sertão fica molhada de lágrimas
O nordeste, o Brasil e o mundo ficam órfãos de causos
Sem a força do agreste falar de Ariano.
Hoje a língua portuguesa fica mais pobre,
A literatura menos genial,
Mas o consolo é que o panteão de "penas" brasileiras
Cresce no céu e nos ilumina e inspira.
Os lenços balançam, as folhas em branco,
As penas caídas e uma lágrima reprimida,
Sentida e solitária molha o vazio do papel.
Nós, professores, poetas e povo mais pobres nos sentimos,
Solitários e com menos inspiração para a palavra.
Que o lápis caia, que a folha no vazio se perca,
Que o luto da língua se faça.
DUCI MEDEIROS
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