quinta-feira, 19 de julho de 2018

FLORESTA DE ARTE

Entre o verde da floresta
O multicor da arte
Vaga por toda parte
Elas e eu em festa.

Entre as várias cores
A força dos mármores
Esqueço o marco das dores
Deixo surgir lembranças de flores.

Na mente delas surge o conhecer
Esquecem o padecer
Vamos juntas nos deixar crer
Nas alegrias do bem viver.

Com as formas e desenhos
Vamos juntando momentos
Colhendo emoções
Por todos os sons e tons.

A menina travessa
De forma sem pressa
Tai, sempre começa
Com sorriso a conversa.

A jovem morena
De forma serena
Rai, sempre nos encanta
Como doce infanta.

Na arte das cores
Lembrando de amores
Vivendo sem rancores
Vamos nos livrando das dores.

O dia se esvai
Com o sol que cai
As cores mudam
Floresta e arte nos saúdam.
Duci Arruda

quinta-feira, 12 de julho de 2018

TRANSFORMAÇÃO

A natureza é cheia de exemplos de transformação:  a lua que todo mês nasce, cresce, chega a seu maior apogeu e depois se recolhe para renascer novamente. O mar que evolui, toma espaço,  ganha força e profundidade e depois se recolhe para renascer. As matas que acompanham o clima e florescem, brotam, despetalam e recolhem-se no inverno para renascer mais verde e fértil.

A mulher também a cada mês se prepara para acolher a vida, fica fértil e atrativa, depois despetala em ovos e sem fecundação envelhece e depois renasce em criança para iniciar o ciclo.

O homem em sua criação também fez coisas que são exemplo de transformações: a pipoca é o maior exemplo de mudança, de transformação de dentro para fora, como toda boa transformação deve acontecer. O café também representa uma transformação que usa a adversidade para resgatar o que há de melhor em si, seu melhor componente, sabor, aroma e essência.

Mude, transforme-se sempre, transmute suas folhas, galhos, mas mantenha a essência, a raiz de seu espírito divino.

Duci Medeiros

domingo, 30 de julho de 2017

"E a doçura é tanta que faz cócegas insuportável na alma." Clarice Lispector
Quando você absorve o néctar de cada momento...doce ou amargo,
A vida nos fornece açúcar à alma.
Porque com ardor e confiança
Não se tira apenas sementes de pedra,
Saliva-se doçura da mais amarga dor.
Duci Medeiros

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Sejas...Apenas sejas o que és

Um toque de uma criança levada.
Uma gota de uma adolescente nerd.
Um favo de uma mulher madura.
Uma promessa de uma anciã rebelde.
Um instante entre os tempos é o agora.
Tu não gostas do que o tempo faz de ti?
Refaças, recries e transformes.
O instante, o momento, o agora...
Este sim é o único passível de mudança,
É o único prato a ser degustado,
Sopro único de vida real.
Sejas... apenas sejas o que és.
DUCI MEDEIROS

sábado, 8 de outubro de 2016

PARA CONSTRUIR, A LUZ PRECISA BRILHAR



A natureza é um manancial de cores
O homem constrói com seus amores.
Para cor ter poderes
A luz – saber, precisa reter.

Aprender colori a alma
Homem, constrói saberes com calma,
A natureza ensina sem falta
O poder da fé que exala.

Ao colorir o processo de renovação
A natureza emana iluminação
Vamos nos deixar florir na construção
Do conhecimento com inspiração.

A cor na verdade
Transborda afetividade
Com arco-íris de vontade
Vamos satisfazer necessidade.

A construção do saber
Livra da escravidão o ser
Para a cor se manter
Luz do saber precisa conter.

Enquanto colori a vida dos seres
A natureza constrói poderes
Enquanto constrói saberes
O homem destrói deveres.

A natureza constrói ao brincar
Faz com luz o seu brilhar
Para o saber Iluminar
Conhecimento devemos criar.
DUCI MEDEIROS

segunda-feira, 25 de julho de 2016

A Poeta

Neste dia singelo
Quero dizer algo belo
Não que palavra vá desenhar
o castanho escuro de seu olhar.

A poeta vou homenagear
Com esses versos a domar
sem liberdade de errar
Para dela falar.

Ao papel indomável
A alma amável
Que as palavras não sumam
Nem emoções fujam.

Cante meu pardal
Livre pelo mundo
Deixe no papel
amor por um segundo.

Pinte donzela
Pela vida bela
Palavra mais singela
Que a aquarela.

Agora me calo
Para que o mundo a ouça
Para que a vida a leia
meu lápis tateia.

Duci Medeiros

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

SOU MENINA MULHER

     Numa manhã de recomeços, reencontro a menina que há em mim. Pelas peripécias que me permito sou crucificada e exposta ao público. Fazer o quê? aceitar a crítica e o dedo em riste, rir daqueles que apontam e ridicularizam? ou apenas ser, em sua plenitude quem sou, uma mulher que ainda permite-se sorrir e brincar como menina?
     A vida nos proporciona equívocos, nos leva a ações precipitadas pela simples alegria da inocência, pela doce ação sem pensar, pela brincadeira lúdica ou ainda pelo olhar intrépido de quem ler o mundo de forma simples, sem buscar segundas intenções. Mas se sou julgada, condenada e exposta por ser assim, o que fazer?
     Nada, deixa a poeira do tempo mostrar a verdade da menina, a doçura da inocência, a alegria de ser quem é. Não vou buscar intenções no acusador, não vou abrir minh'alma ao rancor, a raiva, muito menos a dor. Sou quem sou. E se a alegria de menina ofende quem só olha e espera a mulher, fazer o quê? 
      Esperar que as páginas da vida mostrem cores aos dias destas pessoas, toquem melodias as suas almas a fim de que seus olhos possam ver a inocência do riso; que seus dedos, em vez de apontar as meninas do mundo, toquem a grama da natureza, deslizem ao som dos instrumentos da alegria, acariciem a doçura da infância.
       Sou menina que ri, que brinca e que procura nos mistérios da vida, as ações e pensamentos sem segundas intenções, com o mais claro olhar da curiosidade infantil. A maldade das ações e pensamentos dos outros às vezes me fere, mas tento evitar que me maculem. Sou menina mulher. 
 DUCI MEDEIROS