sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Sejas...Apenas sejas o que és

Um toque de uma criança levada.
Uma gota de uma adolescente nerd.
Um favo de uma mulher madura.
Uma promessa de uma anciã rebelde.
Um instante entre os tempos é o agora.
Tu não gostas do que o tempo faz de ti?
Refaças, recries e transformes.
O instante, o momento, o agora...
Este sim é o único passível de mudança,
É o único prato a ser degustado,
Sopro único de vida real.
Sejas... apenas sejas o que és.
DUCI MEDEIROS

sábado, 8 de outubro de 2016

PARA CONSTRUIR, A LUZ PRECISA BRILHAR



A natureza é um manancial de cores
O homem constrói com seus amores.
Para cor ter poderes
A luz – saber, precisa reter.

Aprender colori a alma
Homem, constrói saberes com calma,
A natureza ensina sem falta
O poder da fé que exala.

Ao colorir o processo de renovação
A natureza emana iluminação
Vamos nos deixar florir na construção
Do conhecimento com inspiração.

A cor na verdade
Transborda afetividade
Com arco-íris de vontade
Vamos satisfazer necessidade.

A construção do saber
Livra da escravidão o ser
Para a cor se manter
Luz do saber precisa conter.

Enquanto colori a vida dos seres
A natureza constrói poderes
Enquanto constrói saberes
O homem destrói deveres.

A natureza constrói ao brincar
Faz com luz o seu brilhar
Para o saber Iluminar
Conhecimento devemos criar.
DUCI MEDEIROS

segunda-feira, 25 de julho de 2016

A Poeta

Neste dia singelo
Quero dizer algo belo
Não que palavra vá desenhar
o castanho escuro de seu olhar.

A poeta vou homenagear
Com esses versos a domar
sem liberdade de errar
Para dela falar.

Ao papel indomável
A alma amável
Que as palavras não sumam
Nem emoções fujam.

Cante meu pardal
Livre pelo mundo
Deixe no papel
amor por um segundo.

Pinte donzela
Pela vida bela
Palavra mais singela
Que a aquarela.

Agora me calo
Para que o mundo a ouça
Para que a vida a leia
meu lápis tateia.

Duci Medeiros

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

SOU MENINA MULHER

     Numa manhã de recomeços, reencontro a menina que há em mim. Pelas peripécias que me permito sou crucificada e exposta ao público. Fazer o quê? aceitar a crítica e o dedo em riste, rir daqueles que apontam e ridicularizam? ou apenas ser, em sua plenitude quem sou, uma mulher que ainda permite-se sorrir e brincar como menina?
     A vida nos proporciona equívocos, nos leva a ações precipitadas pela simples alegria da inocência, pela doce ação sem pensar, pela brincadeira lúdica ou ainda pelo olhar intrépido de quem ler o mundo de forma simples, sem buscar segundas intenções. Mas se sou julgada, condenada e exposta por ser assim, o que fazer?
     Nada, deixa a poeira do tempo mostrar a verdade da menina, a doçura da inocência, a alegria de ser quem é. Não vou buscar intenções no acusador, não vou abrir minh'alma ao rancor, a raiva, muito menos a dor. Sou quem sou. E se a alegria de menina ofende quem só olha e espera a mulher, fazer o quê? 
      Esperar que as páginas da vida mostrem cores aos dias destas pessoas, toquem melodias as suas almas a fim de que seus olhos possam ver a inocência do riso; que seus dedos, em vez de apontar as meninas do mundo, toquem a grama da natureza, deslizem ao som dos instrumentos da alegria, acariciem a doçura da infância.
       Sou menina que ri, que brinca e que procura nos mistérios da vida, as ações e pensamentos sem segundas intenções, com o mais claro olhar da curiosidade infantil. A maldade das ações e pensamentos dos outros às vezes me fere, mas tento evitar que me maculem. Sou menina mulher. 
 DUCI MEDEIROS

domingo, 17 de janeiro de 2016

LIMPEZA

        "Pendure a alma no varal e deixe que as coisas ruins evaporem". Não guarde emoções pesadas embaixo dos tapetes espirituais, liberte-se, faça faxina na alma. Retire as dores das gavetas, libere os medos dos cantos escondidos da memória, limpe as lembranças a fim de que elas possam trazer a única coisa boa que o passado pode nos dá que é o aprendizado do que foi vivido e as cicatrizes que fortificaram sua alma.
        Coloque seus arquivos das emoções de molho para que o que for pesado fique embaixo e seja descartado, o que for leve seja limpo e livre de resíduos do tempo.
       Aproveite e lave suas cicatrizes, não com lágrimas, pois você já chorou muito, limpe com sorrisos, não! com gargalhadas. Caso esteja difícil encontrar boas risadas, procure um amigo palhaço, todo mundo conhece um. Procure filmes de comédias, há muitos bons por ai. Caso ainda não consiga gargalhar livremente, lembre-se das suas quedas, mancadas e erros, nada melhor do que rir de si mesma para ficar mais leve. Não se leve muito a sério, você pode se surpreender com as gargalhadas que vai encontrar em muitos anos de mancadas, quedas e bobagens que você já cometeu na vida.
        "O riso é o sol que leva o inverno do rosto humano." Então expulse seus invernos com boas gargalhadas e viva, porque viver é nada mais do que limpar o passado, aprender com ele e recomeçar a todo instante com a alegria inocente de uma criança curiosa com as singelas coisas da vida.
Duci Medeiros

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

VENTO DA ETERNIDADE

Sou mais do que você pensa,
Mais do que os olhos veem,
Mais do que eu queira,
Sou a vírgula entre as palavras,
O intervalo entre o silêncio,
Sou o meio sorriso
O brilho no olhar de quem sorrir.
Sou a poesia
as notas musicais.
Sou a tinta que molda o pôr do sol
O nada a espera
Ou o tudo que nega.
Sou a aprendizagem e o conhecimento.
Sou a palavra e o silêncio.
Sou simplesmente o papel
Onde Ele escreve
Sou o início do tempo
Jogada ao vento da eternidade.
DUCI MEDEIROS

PRONTA PARA O QUE FOR

Na tempestade da vida
Encontro-me esmagada pela dor.
Os relâmpagos da crítica
Os trovões de lembranças
Vem a chuva de lágrimas.
Quero que o arco-íris da esperança
As sementes do bem cultivado
Tragam o cheiro de renovação
Os frutos da bonança.
As cicatrizes das águas
Não inibem os frutos da fé.
Os vales da dor
Abrem caminho para o eco do riso.
Que a sombra do passado
Não me impeça de perceber a luz.
Que das lembranças tempestuosas
Eu encontre o caminho da alegria.
As raízes de minhas emoções
Resistentes e fortes
Não perdem a leveza e frescor.
Adaptáveis a novas ações
Receptíveis ao amor
E prontas para o que for.
DUCI MEDEIROS